segunda-feira, 17 de junho de 2019

Areias do Tempo

Agarramos o tempo com o sopro do vicio da vida
Os segundos de nada valem
Pois não podemos ter a alma dividida
O tempo é intensidade no fim do precipício

As areias da ampulheta escoam dos nossos dedos
Fogem os minutos do nosso sangue
Vale a força da emoção para marcar a nossa palma
A fogo vincado vês o sol e o luar

Momentos em que queimamos o ser
Desespero ou cegueira nos deitam a mão
Corremos na esperança de ter
Aceitamos aquilo que não devemos merecer

Queima o duo, gela o raiar e as estrelas
Não agarres o tempo pois guarda as areias molhadas
Elas nada valem, pois húmidas em ti te agarram
O tempo voado, esse fica perdido no infinito do deserto

Verdes prados chegam por magia
Corres ao vento com o peito de amor
Dás o corpo e alma ao sonho que chegou
Sai das areias e ao oásis chegarás

Pois esse dia já chegou 
E nunca mais para trás olharás
Vês o futuro que te abraça 
E a felicidade acharás e nunca mais a perderás 

terça-feira, 28 de maio de 2019

Um novo dia

A cada dia, ele devia ser mais que o anterior
Mais sábio, mais envolvente, mais delicioso
Mas a moeda e a vida têm sempre duas faces
Mais doloroso, mais distante, mais agreste

Adormeci na ilusão , sonhei no sonho
Acordei na realidade do solo argiloso
Seco, árido, desprovido de vida e sopro
A brisa arrastou a vida, e a vida afastou o céu

Juntos isoladamente, separados pelo sangue
Marca de fogo, cicatriz de ferida aberta
Ficou a escuridão da incerteza vazia
E o cerrado nevoeiro do corpo e da mente

Mas um novo amanhecer alvorou
Uma nova vida saiu da lua
E o pesadelo passou a verdejante realidade

Venha o amor
Venha a vida
Venha tudo o que tiver que vir
Venha o bom e o menos bom
Venha pois juntos tudo passaremos
Venha pois juntos tudo sonharemos
Venha pois juntos tudo viveremos 
Venha a harmonia e a paixão
Venha , que bem vinda serás

Pois afinal desde que te conheço um novo dia começou
E o velho passado se afastou

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Devaneios

A mente humana é curiosa.

Pode guardar o melhor sorriso, a melhor face e o melhor carinho
O mais belo beijo, o mais delicioso sexo, o doce e adorável abraço e dar de mãos
Depois dá um click, e coloca tolas sombras negras e receosas sobre tudo isso

Ah mente malvada, racional ou irracional
Seguramente medrosa, tola e insolente
Pois desperdiça vida , por diversos maus passados ou más escolhas
Fantasmas invejosos e intriguistas assombram os céus
Frutos presentes agarram o andar e puxam para trás
Não libertas o porto e ancoras em nova e bela baía

A forte e calorosa luz incandescente que tão boa é
Mente, que mentes a ti mesmo
Esganas o teu mestre numa prisão sem sentido
Abre os grilhões, perde o pedernoso caminho percorrido
Segue a Yellow Brick Road com alguém ao teu lado

Mente, tu mentes, e lembras o passado e o menos bom
Para te impedir o presente dourado ou o futuro radioso
A mente também tem a capacidade imprópria de esquecer
Desprezar e dar-se ao abandono de pessoas, ideias e situações
Receios e inseguranças que deviam estar com Neptuno 
Isto sim é triste e não deve acontecer.

Tudo isto se diz pois afinal são apenas devaneios soltos na atmosfera

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Quando dois se tornam um

Nos sentimentos entre homem e mulher

Não há diferença na educação
Não há diferença onde vives
Não há diferença na vida passada
Não há diferença naquilo que se tem
Não há diferença no que és ou o que foste
Não há diferença nas pessoas que conheces

Gosta-se porque sim, não há explicação.
Não devemos fugir, ter complexos ou medos
No sentimento só há descoberta, cumplicidade e profundo amor
Pintado com amizade, carinho e honestidade

Ajudam-se porque sim
Amparam-se nos momentos maus porque sim
Riem-se nos momentos bons porque sim
Se um não pode, pode o outro, porque sim
Mútuo amparo no seio do casal e da casa, porque sim
Partilham a vida, o tecto e as vivências, porque sim
Pensam um no outro e vivem saudade, porque sim
Falam, escrevem, gritam para se ouvirem, porque sim
Não aguentam o silêncio do dia, porque sim 
Amam loucamente, porque sim

Às vezes o que nos parece bom demais
É simplesmente assim e merecido
Por vezes demora a vir, mas chega
Avançar sem receio e sem defesas
Entregar e dar tudo para tudo receber

Sim o bom torna-se fantástico e único
Quando dois se tornam um

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Gostaria de Algo Mais

Mas pouco tenho e muito sonho
É o que a vida me dá
É real mas de curto pavio
Gostaria de ter
Mas não depende de mim


Sinto falta do calor, do cheiro e da presença
A chegada da unificação física e sensorial está perto
Imagino, penso, planeio, uma estrada a construir
Beco com luz e saídas escondidas
A corta a estrada das nossas veias

Viver sem ter, é castrador e fustigante
Esperança, muita, mas muros surgem da terra
Muros existem para ser saltados e seguir o caminho do prado
Obstáculos, alguns e de alguns lados, contornáveis pela vontade do sangue

Há que saltar, sorrir, insistir
Força férrea, mas coração inundado de gentileza
Nunca baixar a cabeça, altivo e confiante, postura férrea
Ir em frente, cortar mato, incendiar a selva
Encontrar um oásis para matar a minha sede
Sozinho na multidão, acompanhado na ilusão
Inundado de raios fulminantes que cegam

Olho para o céu, e chuva ácida me cai
O tempo é inimigo da flutuante vida
Imaginar, dar a volta e mudar
Sem me ferir, dando-me o mapa da vida
Gradualmente, em ofegante ritmo talvez lá cheguemos

Forte, aguardo, insisto enquanto o sol brilha
Gostaria de algo mais e vou ter

terça-feira, 23 de abril de 2019

Um Caminho a Dois

Manto negro da escuridão
Que um dia abraçaste meu corpo e alma
Não o vesti, puseram-mo firmemente nos ombros
Do negro espaço, veio o terror acompanhado do medo

Luto com os braços abertos para rasgar este pano
Luto com a vontade de uma estrela e todo o seu fogo
Luto com a mente multiplicada e o coração fragmentado
Luto para abrir um cofre de código perdido

Quem se desgasta primeiro?
A vil chuva ácida que me embrulha?
Os mil traiçoeiros e tentadores que me rodeiam?
Ou triunfa a vontade de cavalgar no vento numa alada viajem a dois?

Que a força do sol
Que as outras forças da natureza
Que o círculo de energias dos antigos druídas
Que nos próprios

Com Poseidon encontremos a vontade de subir os mares e vir à tona respirar
O ciclo foi quebrado e um novo se abriu para nós
As barreiras estão caídas e as muralhas destruídas
Afrodite veio e trouxe consigo o seu manto de luz e Hator, entregou-nos o seu amor e felicidade

Nada falta e tudo está por fazer. Opções para tomar escolhas para realizar
Um olhar, uma palavra e dois seres criam paixão e amor, tudo está em simbiose, nada há a escolher
Uma estrada ondulante para caminhar lado a lado
Um futuro bafejado por Odin, que o ordenou belo e esperançoso

Liberta-te da sombra do passado e faz feliz o nosso futuro
Entrega-te, sem reservas ou receios, Abraça, Beija, Chora, Grita de Paixão e Amor
Vive para hoje e constrói o amanhã
A vida regressou, as suaves penas do amor chegaram fortes e seguras

Poema dito ao vento, para o levar a todos os lugares do mundo

segunda-feira, 25 de março de 2019

Não Fiques

Caminhando pela estrada sem terra
Um farol a reluzir que me queimou com luz
Corro com o coiote, que me beija o corpo
Não me dá tempo de voar com os anjos

Ando pela primeira vez, nesta planície escura
Ladrão tive que ser, mas nem assim um beijo tive
Baixou a lua, veio o cansaço e agora sim
Tive os beijos, de esperança ou piedade.

Não fiques assim, o mundo é severo
Não desistas perante o esquecimento
Não te deixes iludir, luta por evoluir
Não terás sorte nem azar, apenas o que te calhar

Desistir não é opção, mas a falta de toque mata o coração
Falas à distância, com silêncios sem vida
Será o infortúnio passado, ou a indiferença presente
Não mates o nascer, pois a humanidade há-de crescer

Não fiques sem falar
Não fiques sem viver a tua vida
Não fiques apertada, arranja espaço para felicidade
Não fiques no teu mundo, deixa a esperança atracar

Andar ao sol pode não queimar
Ver a lua não de vai cegar
Saia da tua concha e faz de Colombo
O que parece bom e demais, é normal neste novo mundo







segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Poema do Sono.



Sentido único na floresta da auto estrada
Escuridão pautada por pestanejares de sono e aborrecimento
Do outro lado, luzes.
Candeias do inferno e dos infernos a dizer que me vigiam?
Anjos, luzes redentoras e de esperança
Na tentativa de dizer

Segue que há caminho
Segue que há volta
Segue que nem tudo pode estar perdido
Segue que o que foi poderá vir a ser
Segue que o não , pode ser sim

Não sei, perguntei aos céus a resposta, sem estar á espera de uma.

Choveu mais.

Coincidência, Purificação ou Fustigação?
As luzes desapareceram, sozinho na estrada. É este o caminho?
Não.
Há pessoas á minha espera no meu regresso.



Autor: Poeta 7319

Uma simples Pinga


Manhã chuvosa, com água a entrar pelo corpo
Pescoço como canavial sensorial
Arrepio, sensação de gelo, reacção corporal imediata, auto estrada de sentidos para o nosso cérebro.
Impressionante como algo tão simples nos pode alertar

Simplesmente que chove e estamos desprotegidos
Simplesmente o toque subtil e sensual de quem gostamos
Simplesmente apanhar os sentidos que o nosso consciente quer ir buscar

Para os procurar
Para os lembrar
Para os esquecer


Enfim, uma simples gota de água, numa manhã cheia de frio, chuva, recordações e saudade.
A chuva irá parar. O frio também.
O resto logo se verá.
Se o pó da vida espalha tudo isso pelas areias do infinito ou não.


Autor: Poeta 7319

Haverá?

Escondi-me no calor dos teus braços
Respirei com a face nos teus perfeitos seios
Enrolei o corpo entre as tuas ansiosas pernas
Tocaste no meu ser e na minha aura


Olhares fixos ou cruzados de amantes ligados
Ligados, dentro um do outro, sem amarras
Chuva puvial libertadora e sorridente
Olhos tristes, sérios, complexos e duros


Palavras amargas e lancinantes
Ferida funda, fria e sem sentimento
O corpo recupera
A alma procura sapiência e paciência

O ser humano resiliente, paciente , aguarda
Haverá um prado depois de uma selvagem savana?
Haverá novante o calor reconfortante e quimicamente soldado a beijos ?
Haverá? O mundo espera. Não pára, abranda e fere na sua travagem, mas arranca.
Há, quando arranca, fogo de artifício trespassa o nosso corpo e inunda tudo ao nosso redor



Autor: Poeta 7319